Ordem dos Escudeiros

SURGIMENTO DA ORDEM DOS ESCUDEIROS

No final da década de 1990, surgiu uma nova perspectiva para expandir os trabalhos da Ordem DeMolay. Naquela época, o maçom americano Michael Sanders frequentava o Capítulo DeMolay de Vancouver, e tinha o costume de levar seu filho pequeno, Jonathan, às cerimônias públicas e atividades externas.

Tio Michael percebeu que o menino se dava muito bem com os DeMolays ativos, mas não tinha idade para participar dos trabalhos secretos, de forma que começou a imaginar um meio de possibilitar que isso pudesse acontecer.
Assim, depois de um tempo de reflexão, ele imaginou uma organização filiada que atuasse dentro da Ordem DeMolay, mantida e administrada pelos DeMolays, e abrangendo meninos a partir de 7 anos de idade completos. Deste modo, nasceu a Ordem dos Escudeiros.

Com o apoio administrativo dos maçons Ralph Hooper e Lynn Taylor, tio Michael conseguiu preparar a instalação do primeiro grupo de Escudeiros em junho de 1997. Eles passaram por uma cerimônia de Alistamento, a forma de admissão na Ordem, segundo um ritual escrito pelo tio Edgar Trefts. Eles deram o nome de Manor, que pode ser traduzido como “solar” ou “mansão”, ao grupo local de Escudeiros.

Graças ao costume de utilizar uma mesa circular como altar para as reuniões, o grupo logo passou a ser chamado de Ordem dos Escudeiros da Távola Redonda, e o simbolismo e valores do ciclo arthuriano e das lendas de Camelot foram logo abraçados, se tornando a temática da organização, que professa três virtudes principais: Sabedoria, Verdade e Justiça.

 

ORDEM DOS ESCUDEIROS NO BRASIL

Em 2002, o DeMolay brasileiro Daniel Giotti tomou conhecimento da existência dos Escudeiros, que eram muito pouco difundidos ainda pelos EUA. Ele ficou entusiasmado com a possibilidade de expandir os trabalhos da Ordem para estas iniciativas pedagógicas com meninos mais novos, e então, por conta própria, entrou em contato com o criador da Ordem, tio Michael Sanders, iniciando uma amizade que lhe rendeu instruções e, ao final, acesso ao Ritual dos Escudeiros.

Ajudado por irmãos de seu Capítulo DeMolay (Juiz de Fora, nº33), Daniel traduziu o ritual e apresentou a proposta de instalação de uma unidade da Ordem (chamada de “Távola”, na versão adotada) ao Colégio Alumni, que concordou em participar da iniciativa.

Depois disso, o projeto foi enviado ao Supremo Conselho, que aprovou a ideia sem maiores conflitos, e em 7 de dezembro daquele ano, o GMN, tio Alberto Mansur, viajava para Juiz de Fora, para participar da instalação da Távola 001, com o Alistamento dos primeiros 16 Escudeiros brasileiros.

 

A LITURGIA DA ORDEM DOS ESCUDEIROS

O Ritual dos Escudeiros é inspirado nos rituais da Ordem DeMolay e suas ordens filiadas e paralelas. Entretanto, seus elementos são construídos de maneira simples, para que sejam facilmente compreendidos e executados pelos meninos na faixa etária a que a Ordem se propõe a trabalhar.

A vestimenta utilizada pelos Escudeiros se assemelha à utilizada pelos DeMolays ativos: camisa social branca, além de calsa social, meias, cinto e sapatos pretos. A diferença está na gravata: os escudeiros usam gravatas longas na cor azul royal.

A liturgia é executada pelos próprios Escudeiros, que são instruídos e acompanhados por DeMolays ativos, membros do Capítulo que cuida daquela Távola específica. O principal DeMolay no trabalho com os Escudeiros é chamado de Nobre Cavaleiro, e ele coordena administrativamente os trabalhos da Távola, ajudado pelo Conselho de Honra.

As reuniões ritualísticas de uma Távola duram menos de uma hora, graças a essas características litúrgicas, e o foco das atividades dos Escudeiros são atuações mais dinâmicas, como a participação em atividades filantrópicas dos DeMolays, atividades pedagógicas informais e atividades recreativas e confraternizacionais. Deste modo, os Escudeiros crescem já em contato com os valores e a mentalidade da Ordem DeMolay, mas sem perder o aspecto lúdico da faixa etária.

Os pais podem participar de todas as atividades e reuniões da Távola, e são encorajados a fazê-lo, de forma que sejam próximos e participativos da Ordem. Essa proximidade fortalece os laços da família com a Távola e o Capítulo, e contribui para que os meninos sejam mais ativos e as atividades sejam mais eficientes.