Conventos pela Demanda – Tema do mês: Heráldica!

Publicado em 14/03/2018 e alterado em 16/03/2018 | Categorias: SCODB | Publicado por: 90237

O envio da atividade deve ser em até 30 dias após a convocação do Convento.
Acesse a plataforma do Conventos pela Demanda: http://demanda.demolay.org.br

Texto de autoria da Equipe do Conventos pela Demanda.

Se formos tentar definir o que é a Heráldica em termos acadêmicos, diríamos que é um sistema emblemático cujos sinais possuem característica fixas ou hereditárias, dotado de regras de composição e transmissão, bem como de linguagem própria. O conjunto de tais regras de linguagem, chamamos brasão.  Além do fenômeno em si, o termo “Heráldica” também designa o respectivo estudo deste fenômeno que, neste sentido, constitui um ramo da História dotado de:

  • Objeto próprio: as Armas;
  • Linguagem específica: o Brasão;
  • Método Histórico.

Mas, para resumir todas essas palavras bonitas escritas acima, podemos dizer que Heráldica é CIÊNCIA e ARTE.  Ela surgiu da necessidade de reconhecimentos entre exércitos, ainda entre os gregos, bem precária, com toda uma Cidade-Estado usando em seus escudos um mesmo símbolo e foi se desenvolvendo junto ao longo da História até o “complicado” sistema de regras que temos hoje.

Dia 10 de junho, é o Dia Internacional da Heráldica, pois foi nessa data, em 1128, que Heny I Beauclerc foi sagrado cavaleiro por seu futuro sogro, o Rei Godofredo V de Anjou (da dinastia dos Plantagenetas). As armas que ele recebeu foram um escudo blau (azul) decorado com seis leões de ouro e essas são as primeiras armas completas que temos registradas na História.

Foi durante o medievo foi que a Heráldica teve sua ascensão, passando a ser um sistema pessoal, em contraste ao grupal das cidades-estados gregas. Em batalhas em que ambos os lados estão cobertos de armaduras dos pés à cabeça, os escudos heráldicos e os tabardos serviam para identificar quais guerreiros estavam do seu lado e quais estavam contra você.

Com o tempo, as cidades sob o domínio de nobres passaram a usar as armas deles comoum símbolo para toda a cidade e depois disso as cidades livres e instituições também passaram a ostentar seus próprios emblemas. Num época em que a maior parte da população era iletrada, marcações dessas armas feitas com sinetes e cera serviam como assinaturas de documentos importantes.

É bom deixar claro aos interessados em Heráldica que, seguindo as regras estabelecidas, você pode acessar um mundo de possibilidades. Ao contrário das marcas registradas de hoje, a heráldica mantêm seu lado artístico. Dois artistas que desenhem o mesmo escudo heráldico, dificilmente vão desenha-lo da mesma forma, pois cada um imprime um pouco de si em sua arte.