Jacques de Molay – Nosso Patrono

Jacques de Molay nasceu no ano de 1244 em Vitrey, na França, e foi o último Grão-Mestre dos Templários, Ordem na qual ingressou aos 21 anos. Batalhou durante toda a vida no Oriente-Médio, protegendo os peregrinos cristãos na rota entre o porto de Acre e Jerusalém. Nesta cidade, por muitos anos, várias religiões conseguiram conviver em harmonia, apesar dos calores da época.

Após uma sequência de derrotas na Terra Santa, devido aos sucessivos e constantes ataques, e a falta de novos incentivos vindos da Europa, estes cavaleiros recolheram-se à ilha de Chipre, e elegeram Jacques de Molay como Grão-Mestre. Havia a esperança de que, tendo como líder um famoso e bravo guerreiro, uma nova cruzada poderia ser convocada para reclamar Jerusalém para os cristãos.

Foi então que em 1307 o rei da França, Felipe IV, o Belo, convocou Jacques e os demais Cavaleiros Templários para uma reunião junto do Papa Clemente V – única pessoa à qual os Cavaleiros deviam obediência – sob a justificativa que se tratava da organização de uma nova Cruzada para a Terra Santa.

Mal sabiam eles que tratava-se de um plano orquestrado desde 1305, envolvendo o suposto assassinato do Papa anterior, Bento XI e a ascensão manipulada do novo Sumo Pontífice, com objetivo de capturar os Templários e todos os seus tesouros, para que os mesmos ficassem sob domínio da coroa francesa.

Numa sexta-feira, 13 de outubro de 1307, Jacques de Molay, Guy D’Auvergnie e mais de 15 mil Cavaleiros foram presos e colocados nas masmorras francesas. Os próximos sete anos seriam marcados por perseguições e confissões de heresia obtidas sob castigos e torturas.

Após os mesmos sete anos, porém, Jacques de Molay jamais revelou os segredos da Ordem, jamais traiu os juramentos aos quais se submeteu, jamais entregou seus companheiros, ou os tesouros da Ordem.

Devido à sua fidelidade, lealdade e resiliência, foi condenado à fogueira, onde queimou junto de um de Guy D’Auvergnie no dia 18 de março de 1314. Enquanto o fogo crescia, amaldiçoou seus algozes a, no prazo de um ano, comparecerem ao tribunal divino e prestarem contas a Deus. E assim aconteceu, pois em menos de um ano, tanto o Papa quanto o Rei, e seu principal assessor, Guilherme de Nogaret, estavam mortos.

Jacques de Molay foi um homem honrado, cujos feitos de bravura e lições de hombridade fizeram com que seu nome atravessasse gerações. Em diversas culturas e filosofias, os feitos dos Templários servem de inspiração para o crescimento das novas gerações.

A Ordem DeMolay adota este nome com o intuito de incutir em seus membros as lições que este herói-mártir deixou para a humanidade. Fidelidade, Lealdade, Tolerância e diversas outras virtudes podem ser extraídas de sua história e, para procurar viver à altura, os DeMolays adotam a seguinte divisa:

“Que possamos viver tão nobremente quanto tu morreste”