“Teria que ter um livro para escrever”, diz o fundador do primeiro Capítulo do Brasil

Publicado em 21/08/2017 | Categorias: Institucionais, SCODB | Publicado por: 44297

Neudon de Albuquerque Cerqueira Júnior foi iniciado durante instalação do primeiro Capítulo do Brasil, em 1980.

Hoje, o irmão Neudon é cirurgião-dentista e mora no Rio de Janeiro. Casado e pai de dois filhos, gosta de música e também praticou esportes quando era mais novo. Ele seria uma pessoa comum, não fosse o fato de ser um dos membros fundadores do Capítulo Rio de Janeiro, o primeiro Capítulo da Ordem DeMolay no Brasil que completou 37 anos no último dia 16.

Hoje, Neudon é maçom e tem 54 anos. Quando DeMolay ativo, executou cargos importantes, como Escrivão, Orador e Mestre Conselheiro. Ao relembrar a história do Capítulo que seria o pontapé inicial de gerações educadas e lapidadas pela Ordem DeMolay, ele cita a ansiedade dos envolvidos no projeto. “A curiosidade era tanta que visitávamos a sede do Supremo Conselho quase todos os dias para ter notícias sobre a instalação.”

É comum que os profanos se intimidem pelas peculiaridades da Ordem e Neudon, mesmo filho de maçom, não foi exceção. Ele, acompanhado de um dos irmãos com quem iniciou, Carlos Tadeu, visitou o Tio Alberto Mansur no Supremo Conselho, e conta uma experiência interessante. “Ao adentrarmos no tempo, as luzes se apagaram por falta de energia mesmo e ficaram somente as velas dos candelabros acesas. Foi bastante assustador para nós dois, que estávamos já bastante nervosos e não tínhamos nenhuma experiência nesse ambiente”, relembra.

Desde o princípio, o sentimento de irmandade foi presente. Ele conta que conheceu os outros irmãos no dia da iniciação e que, mesmo assim, já se tratavam como irmãos de muito tempo. “Sabíamos que seríamos irmãos em ordem e filosofia. E o momento de iniciação é um marco, um momento no qual você nasce para uma nova vida.” Foram 60 irmãos iniciados, e as capas utilizadas por eles foram confeccionadas pela tia Neidi, mãe de Neudon.

A família presente é outro aspecto notável. E, nesse universo, a vida pessoal se desenvolveu também. A mulher dele, Katia, é filha do tio maçom Victor Ribeiro. E um dos irmãos iniciados com ele, Aracaty dos Santos Lima, se casou com Neyde, irmã de Neudon. “É engraçado como a Maçonaria e a Ordem DeMolay se aproximam.” Ele não deixa, porém, de exaltar os irmãos que, mesmo sem o envolvimento da família, também participaram valorosamente da Ordem. “Um DeMolay não precisa necessariamente ter a família no meio maçônico para se sobressair na Ordem.”

Com o passar dos anos, ele coleciona uma infinidade de histórias. Ver a chegada de novos irmãos, de novas gerações, causa uma emoção diferente. “Você se torna o mentor desses novos irmãos.” E quanto aos irmãos da mesma época, Neudon conta que eles têm um grupo no WhatsApp, chamado Old DeMolay, e que vez ou outra eles se encontram. “É uma sensação de amizade e de dever cumprido.”

Ele poderia se perder nas tantas histórias, se não fosse a boa memória. Mas quando questionado sobre a experiência mais marcante que teve, ele diz sobre fazer parte da trajetória – marcante e fabulosa, nas palavras dele – do Capítulo. “Teria que ter um livro para escrever”, ele diz.